Nota: este texto está redigido em Português de Portugal, alguns dos termos utilizados têm uma grafia completamente diferente no Brasil. Tenha em conta esta situação se pretende utilizar partes do texto fora de Portugal.
Informação básica
A Síndroma da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) é uma Doença Sexualmente
Transmissível (DST) sendo a fase final da infecção pelo Vírus da Imunodeficiencia Humana (VIH). Este virús ataca as células
responsáveis pela protecção do corpo a infecções destruindo o sistema imunológico. É esta falta de protecção que
leva à morte devido a doenças oportunistas.
Como se transmite?
O VIH pode ser
transmitido pelo sangue, sémen e outros fluidos humanos.
Normalmente a via de transmissão é o sexo anal ou vaginal e a
partilha de utensílios infectados com sangue. Também é possível
o contágio durante o sexo oral. Um número importante dos casos
iniciais de infecção foram devidos a sangue e produtos
derivados (principalmente os hemofílicos) mas os testes actuais
diminuiram drasticamente as infecções por esta via. Se bem que
inicialmente fosse considerada uma doença dos homossexuais
actualmente o maior número de infecções é devido a sexo entre
homem e mulher. O vírus não se transmite através do contacto
social do dia a dia incluindo o beijo.
No caso de uma picada
(pessoal de saúde) os riscos de infecção são aproximadamente
de 30% para a hepatite B, 3% para a hepatite C e 0,3% para o VIH.
Quais os sintomas?
Embora a infecção
seja muitas vezes acompanhada de sintomas como febre ligeira e
dores de cabeça os mesmos são normalmente demasiado suaves para
serem tomados em conta. Alguns sintomas (que podem só aparecer
passados vários anos da infecção inicial)
possíveis são perda de peso sem explicação aparente, infecções recorrentes,
nauseas, problemas intestinais, aumento presistente dos gânglios
linfáticos.
O VIH é
diagnosticado através de testes que detectam a presença de
anticorpos no sangue. A detecção de anticorpos no sangue pode não ser
possível mesmo após 6 meses da infecção. Este teste pode ser pedido
pelo médico assistente mas também já existem centros de testes anónimos.
O VIH é um
problema grave?
Sim. Se não for
iniciado atempadamente o tratamento adequado o indivíduo
infectado costuma morrer passados alguns anos devido a infecções
oportunistas ou cancros que atacam devido à inexistência de
defesas do organismo na fase avançada da doença. Os tratamentos
actualmente existentes não são, mesmo assim, uma garantia de
isenção de problemas além de originarem em muitos casos graves
efeitos secundários.
Como se trata o
VIH/SIDA?
Neste momento o
tratamento comunamente aceite consiste numa combinação de três
elementos antiretorvíricos de forma a atacar o VIH em diferentes fases da sua
replicação. As terapias com apenas dois ou um elemento não são
recomendadas pois levam rapidamente ao desenvolvimento de resistência
à medicação por parte do vírus. É essencial manter a
regularidade do regime selecionado e não falhar as tomas de
forma a evitar o desenvolvimento de resistência do VIH e
consequente falha no tratamento.
A evolução da infecção
é controlado testando não só o estado do sistema imunulógico
como também a presença de virus no sangue. Se bem que os
tratamentos actuais consigam limitar o número de particulas víricas
no sangue a valores quase indetectáveis isto não significa que
o VIH não se encontre em grandes quantidades em outros locais do
corpo. Mesmo com uma óptima resposta ao tratamento continuam a
existir partículas do VIH no sangue e no sémen obrigando
portanto a medidas de forma a evitar o contágio.
De acordo com o
estado do sistema imunulógico do paciente podem ser recomendados
tratamentos e vacinas adicionais de forma a evitar outras infecções
que podem ser por si perigosas ou potenciar o desenvolvimento do
VIH.
É também importante
evitar a re-infecção pois facilita a evolução da infecção e pode originar novas variantes do virus resistentes ao tratamentos actuais.
Assim mesmo quando os dois parceiros são VIH positivos devem ter
comportamentos que evitem a transmissão do virus.
Como evitar o contágio?
o uso de
preservativo (feminino ou masculino) é uma forma, mas não
100% segura (devido a quebra no preservativo), de evitar
o contágio
no caso de sexo
oral, evitar o mesmo quando existam lesões na boca e a
ejaculação para a boca do parceiro. O uso de
preservativo nesta situação é uma segurança adicional.
tenha cuidado
com a partilha de utensílios que possam estar
contaminados com sangue ou sémen infectado
fale sobre as
DSTs com o seu parceiro
fale acerca da
suas intenções de ter sexo protegido (preservativo
masculino ou feminino)
sugira um teste
a várias DSTs para ambos antes de terem relações
sexuais (lembre-se, no entanto, que existe um período
que varia de dias até 6 meses em que muitas DSTs não são
indentificáveis num teste embora estejam presentes)
Diagnóstico:
O VIH/SIDA não apresenta sintomas que possam ser representados numa fotografia excepto quando a doença já está muito avançada razão pela qual não apresentamos fotos nesta página. O diagnóstico deve ser feito recorrendo a análise do sangue e pode ser feito de forma anónima e gratuita nos CADs.
Estes documentos são apresentados a título meramente informativo e não dispensam o conselho do seu médico.
Esta informação foi recolhida de várias fontes na Internet, consulte a página de links para mais informação
Informe-se e informe o seu parceiro sobre as DSTs, use sempre um preservativo, evite o sexo anónimo, limite o número de parceiros sexuais.