Nota: este texto está redigido em Português de Portugal, alguns dos termos utilizados têm uma grafia completamente diferente no Brasil. Tenha em conta esta situação se pretende utilizar partes do texto fora de Portugal.
Informação básica
A Herpes Simplex é
uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) causada pelo Virus
Herpes Simples (HSV). O HSV-II(2) normalmente origina úlceras
nos orgãos genitais (vagina, pénis, anus) e na pele á volta
destas áreas. O HSV-I normalmente origina efeitos semelhantes na
boca.
Qual a frequência
das Infecções por Herpes?
O HSV-I é muito
comum na infância e é muitas vezes transmitido entre crianças
quando partilham brinquedos ou brincam juntas. Podem ocorrer episódios
em várias alturas da vida de um indivíduo. O HSV-II é também
como entre adolescentes e adultos sexualmente activos. Nos E.U.A.
afecta uma pessoa em cada cinco. 60% dos indivíduos infectados não
sabem que são portadores da herpes genital, 20% têm sintomas
que são demasiado leves para serem notados, 20% tem sintomas que
são notados.
Quais é que são
os sintomas da Herpes?
O primeiro episódio
é geralmente o mais grave. O indivíduo pode ter
ganglios inchados, febre, dores de cabeça em conjunção
com as lesões vesiculares. Estas lesões evoluem para úlceras
passados alguns dias. Ao fim de 2 a 3 semanas saram
naturalmente.
As recorrências
são quase sempre menos incomodativas, curtas e não tão
severas como o primeiro episódio. Entre 30 a 70% das
pessoas infectadas têm recorrências.
Como outros
virus, o HSV mantêm-se no corpo durante toda a vida.
Basicamente, o HSV hiberna nos nós nervosos quando não
causa sintomas.
As recorrências
são frequentemente associadas ao stress, fadiga, falta
de sono, menstruação, exposição ao sol, fricção
genital (novo parceiro sexual após um período de tempo
sem relações) se bem que estas associações não
estejam devidamente estudadas. Algumas pessoas tem ardor
ou comichão no local das úlceras antes destas
aparecerem.
Normalmente as
recorrências são mais frequentes no primeiro ano após
o primeiro episódio. Em algumas situações as recorrências
acontecem em locais diferentes do corpo, pois quando o
virus é reactivado no seu nó nervoso segue um conjunto
de nervos diferentes até á pele.
Como se transmite
a Herpes?
70% dos novos
casos são originados por pessoas que não tiveram
sintomas.
O HSV-II é
normalmente transmitido da área genital de um dos
parceiros sexuais para a área genital do outro. É raro
haver transmissão de HSV-II para a boca. Infelizmente o
HSV-II pode ser transmitido para um parceiro sexual mesmo
quando não existem úlceras. Isto acontece quando o
virus está presente na pele mesmo sem sitomas visíveis.
O HSV-I pode ser
transmitido para os orgãos genitais do parceiro sexual
através de sexo oral, algumas vezes mesmo quando não
existem úlceras. O HSV-I nos orgãos genitais
normalmente origina muito poucas recorrências.
A Herpes é
perigosa?
A Herpes
raramente é uma infecção grave ou perigosa.
Independentemente
da gravidade dos sintomas, a herpes genital causa
frequentemente psychological distress nas pessoas que
sabem estar infectadas.
Mulheres grávidas
que tenham o primeiro episódio de herpes genital perto
do parto podem transmitir o virus para o recém nascido o
que pode ser muito problemático. Felizmente a infecção
de um recem-nascido é rara em mulheres com recorrências
das herpes genital.
As úlceras
podem ajudar na transmissão do VIH, o virús que origina
a SIDA. Uma pessoa com úlceras de Herpes pode ser mais
suscetível de ser infectada pelo VIH quando exposta a um
parceiro sero-positivo. De forma semelhante um indivíduo
com VIH e herpes terá quantidades superiores de VIH nas
úlceras o que pode aumentar o risco de contágio de
ambas as doenças ao seu parceiro sexual.
Se o fluido de
uma úlcera de herpes (oral ou genital) for passado para
os olhos (por exemplo pelas mãos após tocarem uma úlcera
e depois tocarem um olho) podem ocorrer danos permanentes
na córnea.
Como se
diagnostica a Herpes?
Um médico
experiente pode diagnosticar o episódio inicial de
Herpes pela sua aparência na maioria dos casos.
Existem testes
de cultura viral que permitem identificar qual o tipo de
herpes presente (i ou II). Para tal é necessário uma
amostra do líquido de uma das úlceras. É mais eficaz
nos episódios iniciais, a margem de erro nas recorrências
é superior a 50%.
Existem vários
novos testes sanguíneos, não disponíveis facilmente,
que são caros (cerca de 15000$00 nos E.U.A.) mas
eficazes no diagnóstico. Estes testes também distinguem
o tipo (I ou II).
Como se trata a
Herpes?
Não existe cura para
a Herpes. Existem vários medicamentos anti-víricos que diminuem
os efeitos de uma recorrência se iniciados nos primeiros dias.
Estes medicamentos tambem podem ser tomados diariamente por
longos períodos para evitar recorrencias se estas forem muito
frequentes, mais de 6 por anos. Estes medicamentos reduzem a
quantidade de vírus presente nas úlceras da herpes. Estes
tratamentos são dispendiosos.
O que devo dizer
ao meu parceiro sexual?
Um diagnóstico de
herpes deve ser conversado com um parceiros sexual potencial.
Mesmo com utilização correcta de preservativo ainda pode
ocorrer transmissão do virus pois nem todas as áreas afectadas
podem ser cobertas por preservativos. Um parceiro potencial deve
ser informado que é possível ser exposto e infectado pelo vírus.
A maioria das relações sobrevivem às notícias. O seu parceiro
pode querer obter mais informação e adaptar-se ao facto que você
tem Herpes.
Como posso evitar
ser infectado?
o uso de
preservativo é aconselhável mas não oferece uma protecção
completa.
Se o seu
parceiro tem herpes, não tenham sexo enquanto os
sintomas estiverem presentes
Evitar sexo oral/genital
quando o parceiro tem úlceras de herpes na boca.
Se ambos são
monogâmicos e um tem herpes genital, falem com o vosso médico
sobre a possível transmissão e infecção numa relação
estável.
Notas:
Estes documentos são apresentados a título meramente informativo e não dispensam o conselho do seu médico.
Esta informação foi recolhida de várias fontes na Internet, consulte a página de links para mais informação
Informe-se e informe o seu parceiro sobre as DSTs, use sempre um preservativo, evite o sexo anónimo, limite o número de parceiros sexuais.